A cena repete-se todas as manhãs.
Você chega à enfermaria e começa a "dança das cadeiras" no posto de enfermagem. São 5 computadores para 15 pessoas (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, internos).
Quando finalmente consegue sentar-se, o sistema demora a carregar. Você clica em 10 abas diferentes só para descobrir quanto deu o potássio do Seu João. E, se precisar evoluir o paciente à beira do leito? Boa sorte ao arrastar aquele carrinho com o computador sem bateria pelo corredor.
Os hospitais investem milhões em sistemas de Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). Mas, se eles são tão caros e robustos, por que a visita médica continua a ser feita com papel e caneta?
A resposta é simples: O PEP não foi feito para você.
O PEP é um "Cofre", não uma "Prancheta"
Sistemas hospitalares (como Tasy, MV, Soul, etc.) são desenhados com dois objetivos principais:
Faturamento: Garantir que cada dipirona seja cobrada na conta.
Registro Legal: Criar um documento imutável para fins jurídicos.
Eles são ótimos "cofres". Guardam a informação com segurança. Mas são péssimos para o fluxo de trabalho dinâmico. Eles são lentos, burocráticos e exigem que você esteja "ancorado" a um terminal.
Onde entra o Buxo (e por que ele é diferente)
Se o PEP é o arquivo morto onde o documento final repousa, o Buxo é a memória viva do plantão.
O Buxo foi criado para preencher o "gap de mobilidade". É o espaço entre o raciocínio clínico e o registro final. Veja a diferença prática:
1. Agilidade na Beira do Leito
No PEP: Você anota tudo num papelzinho enquanto examina o paciente, para depois transcrever no computador (trabalho dobrado).
No Buxo: Você checa a pendência ("pedir Eco") e marca como feita dentro do quarto do paciente. A informação é capturada na hora.
2. Visão Global vs. Visão Paciente
No PEP: Para ver o panorama da enfermaria, você precisa entrar e sair de várias fichas. É difícil ter uma visão de "quem são os mais graves".
No Buxo: A lista inteligente mostra o status de todos os pacientes numa única tela. Você bate o olho e sabe quem precisa de prioridade só observando a insígnia de "crítico".
3. A "Lista de Tarefas"
No PEP: Não existe um botão fácil de "To-Do List". Se você precisa pedir um parecer, você evolui isso no texto, mas o sistema não te lembra de cobrar depois.
No Buxo: A gestão de pendências é o coração do app. Ele funciona como o seu assistente pessoal, lembrando o que falta fazer antes de ir embora.
Conclusão: Use os dois, mas saiba a função de cada um
Não estamos a dizer para abandonar o prontuário do hospital. Ele é obrigatório e necessário.
A estratégia inteligente, usada pelos médicos mais produtivos, é:
Use o Buxo durante a visita para coletar dados, gerenciar tarefas e organizar o pensamento (o "Rascunho Inteligente").
No final do turno, sente-se com calma no computador e transcreva a conduta final para o PEP (o "Documento Oficial").
Pare de lutar contra o sistema do hospital. Deixe ele cuidar da burocracia, e deixe o Buxo cuidar da sua produtividade.
