5 Erros de Prescrição que você comete (sem querer) por pura desorganização

Prescrever é o ato mais perigoso da medicina.

Uma canetada errada (ou um clique errado no sistema) pode causar mais dano do que a própria doença. E, no entanto, muitas vezes prescrevemos no "piloto automático".

O cansaço, o barulho da enfermaria e a confiança excessiva na memória criam o terreno fértil para erros que, na maioria das vezes, não são de falta de conhecimento técnico, mas de falta de processo.

Aqui estão os 5 erros mais comuns que nascem da desorganização — e como um sistema de gestão pessoal como o Buxo pode te salvar deles.

1. O "Antibiótico Eterno"

Você prescreveu Ceftriaxone por 7 dias. O paciente melhorou. Mas, na correria do dia a dia, você apenas repetiu a prescrição anterior ("Copia e Cola"). De repente, é o D10 e o paciente ainda está a tomar antibiótico sem necessidade, aumentando o risco de resistência e efeitos colaterais.

  • A Solução no Buxo: Ao iniciar o ATB, crie uma pendência em Observações Fixas com data futura: "Avaliar suspensão do ATB no dia X". O app não esquece.

2. A Dose Renal Esquecida

O paciente internou com função renal normal. Você prescreveu Enoxaparina 40mg. Três dias depois, ele faz uma injúria renal aguda. A Creatinina sobe, o clearance cai. Mas, como a prescrição já está pronta no sistema, ninguém lembra de ajustar a dose da heparina. Risco de sangramento grave.

  • A Solução no Buxo: Tenha o hábito de registrar o clearance diário na evolução do app. Ver a queda do número na tela acende o alerta para checar as doses.

3. A Profilaxia Fantasma

O paciente internou andando (risco baixo de TVP). Dois dias depois, ele piora e fica acamado. O risco mudou, mas a prescrição continua sem profilaxia de TVP porque "ninguém lembrou" de reavaliar o risco.

  • A Solução no Buxo: Use o checklist de "Admissão/Reavaliação" diário. "O paciente está a deambular?" Se a resposta muda, a conduta muda.

4. O Jejum que Virou Fome

O paciente vai para cirurgia amanhã. Você pede o jejum. A cirurgia é suspensa. Ninguém avisa o plantonista ou o aviso perde-se no "telefone sem fio". O paciente fica 24h, 48h em jejum sem necessidade porque esqueceram de voltar a dieta.

  • A Solução no Buxo: Gestão de Pendências. "Checar se cirurgia ocorreu" é uma tarefa. Se não ocorreu, a tarefa seguinte "Liberar dieta" é ativada.

5. A Alta "De Cabeça"

Na hora de dar alta, você está com pressa. Você prescreve as medicações de casa baseado no que lembra que ele tomava antes, sem conferir a lista atualizada ou as novas introduções. O paciente vai para casa sem o anti-hipertensivo ou tomando duplicado.

Conclusão: A sua memória não é infalível (e nem deveria ser)

Tentar guardar datas de antibiótico, valores de creatinina e jejuns cirúrgicos na cabeça é loucura.

O sistema do hospital (PEP) muitas vezes facilita o erro ao permitir o "repete prescrição" indiscriminado. Você precisa de uma barreira de segurança pessoal.

Use o Buxo para auditar o seu próprio trabalho. Marque as pendências, anote os prazos. Transforme a prescrição num ato consciente, não num reflexo automático.