Glosas e Auditoria: Como a sua documentação organizada salva o faturamento do hospital (e o seu bónus)


Você é um médico. O seu foco é a vida humana. O faturamento hospitalar, a contabilidade e as regras das operadoras de saúde parecem um mundo distante, burocrático e sem importância para a sua prática clínica.

No entanto, há uma palavra que une o seu jaleco e o departamento financeiro: Glosas.

Glosas são rejeições de pagamento. É quando o hospital faz um procedimento, gasta o material, o tempo do seu trabalho, mas a operadora de saúde ou o convênio recusa-se a pagar essa conta.

E por que é que isto acontece? Na maioria das vezes, por falhas na documentação.

Cada glosa é um buraco no caixa do hospital. E se o seu serviço está sempre a perder dinheiro por glosas, a capacidade do hospital de pagar bons bónus, investir em novos equipamentos ou mesmo manter a estabilidade do seu emprego é comprometida.

O médico que ignora a auditoria é um médico que prejudica, indiretamente, o seu próprio futuro financeiro.

O Círculo Vicioso da Glosa

A glosa surge quando a sua conduta, por mais correta que seja clinicamente, não está justificada por escrito no prontuário oficial.

Aqui estão os três erros de documentação mais comuns que se transformam em glosas caras:

  1. Falta de Termo de Consentimento: Um procedimento (simples ou complexo) é realizado, mas o formulário de consentimento não está preenchido, assinado ou foi perdido. Glosado.

  2. Uso Não Justificado: Você prescreve um antibiótico de alto custo. Se a evolução do paciente não descrever detalhadamente por que esse antibiótico é necessário (e por que os de primeira linha falharam), o auditor entende que foi um desperdício. Glosado.

  3. Procedimentos "Fantasma": O colega da noite faz uma punção lombar. No entanto, ele esquece de registar formalmente o procedimento, a indicação e o material utilizado no PEP. Glosado.

O hospital não consegue provar que o serviço foi prestado. O dinheiro é perdido.

Buxo: O Escudo Anti-Glosa Pessoal

O Buxo não preenche o formulário oficial de auditoria. Mas ele funciona como o seu "auditor interno" para garantir que você não deixa dinheiro na mesa por esquecimento.

Ao usar o Buxo, você insere uma camada de compliance pessoal na sua rotina:

1. Checklist de Documentação Legal

Ao invés de confiar na sua memória, use as Pendências do Buxo para as tarefas não clínicas, mas financeiramente cruciais:

  • [ ] T.C.I Assinado: Crie uma checklist de procedimentos para confirmar o termo de consentimento antes de pedir o encaminhamento para o bloco.

  • [ ] Justificar Alto Custo: Crie uma nota rápida na evolução do app: "Lembrar de descrever falha da Piperacilina na evolução do PEP para justificar uso de Meropenem."

2. Rastreabilidade das Condutas

O Buxo permite-lhe registar rapidamente o porquê da sua decisão no momento em que ela acontece. Quando você decide mudar a dose de um medicamento, anote na evolução do app: "Mudança de dose devido à queda de CrCl de 80 para 50 ml/min." Este rascunho de raciocínio é ouro na hora de transcrever para o PEP, provando a necessidade clínica ao auditor.

3. Prova de Trabalho (No Plantão Noturno)

Se você faz uma intervenção importante na madrugada, use o Buxo para registar a hora exata e a descrição. Isso garante que a ação será formalmente documentada mais tarde. É a sua prova de que você trabalhou e que o hospital deve ser pago por isso.

Conclusão: Organização é Responsabilidade

Um médico de alta performance não é só clinicamente brilhante; é financeiramente responsável.

A sua documentação não é um mero capricho burocrático; é a prova legal e financeira do seu trabalho.

Ao investir na organização da sua rotina com o Buxo, você protege a si mesmo, o seu hospital contra perdas de faturamento e, consequentemente, a saúde financeira do seu serviço. Pare de deixar dinheiro na mesa por causa de um registo esquecido.