Até 1 mês atrás, a vida da Dra. Ana era um inferno burocrático.
"Eu saía do plantão e sentia que não tinha desligado. A minha cabeça ficava a remoer: 'Será que eu pedi a cultura da Sra. Silva? Onde eu anotei a pendência do Dr. João?' Era um stress constante. O plantão acabava, mas a preocupação continuava," ela relata.
A sua bolsa do jaleco era um arquivo morto: post-its amassados, listas de pacientes impressas e rabiscadas, e um telefone que apitava com mensagens de WhatsApp de colegas às 22h, a perguntar sobre um paciente.
Ela estava no auge do burnout.
O Ponto de Virada: "Não dava mais para ser assim"
A gota d'água foi uma noite em que a Dra. Ana acordou às 3 da manhã em pânico, convencida de que tinha esquecido de prescrever um antibiótico vital para um paciente séptico. Ela ligou para o hospital, perturbou o colega do noturno, só para descobrir que... o antibiótico já tinha sido prescrito. O erro era da sua mente exausta, não da sua conduta.
Foi aí que ela disse: "Não dava mais para ser assim."
Ela lembrou-se de um colega que usava um aplicativo. Decidiu dar uma oportunidade ao Buxo.
A Transformação: Menos Papel, Mais Vida
A mudança não foi mágica, mas foi imediata.
1. Fim da "Síndrome do Bolso Cheio"
"A primeira coisa que notei foi a leveza do meu jaleco. Não tinha mais papéis. Toda a minha lista, pendências e anotações dos pacientes estavam no celular. No Buxo.", conta Ana.
2. Passagem de Plantão sem Stress
O ritual de troca de turno, que antes era uma sessão de "telefone sem fio", transformou-se numa conversa guiada pela tela do aplicativo. "Eu abria o Buxo, mostrava as pendências do dia, o que tinha sido resolvido e o que faltava. O colega via tudo. Não tinha mais 'eu te falei, você não ouviu'," ela explica. A confiança na equipe aumentou.
3. Visita Mais Rápida e Focada
Ana aprendeu a usar o sistema de tags e prioridades do Buxo. "No fim de semana, com 30 pacientes para ver sozinha, eu filtrava pelos 'instáveis' e pelas 'altas pendentes'. Fui direto ao que importava. Não perdi tempo com quem estava estável. A minha visita ficou mais eficiente e muito mais segura."
4. O "Direito de Desconectar" Real
O maior ganho para a Dra. Ana foi mental. "Quando eu fechava o Buxo ao sair do hospital, eu sabia que estava tudo lá. Eu não precisava mais carregar o hospital na cabeça. Podia ir para casa e ser mãe, ser esposa, ser a Ana."
Onde a Dra. Ana está hoje?
Hoje, a Dra. Ana ainda trabalha muito. A medicina é assim. Mas ela trabalha melhor.
Ela recuperou cerca de 1 hora e 15 minutos por plantão que antes eram perdidos em burocracia. Esse tempo extra ela usa para revisar um artigo científico, ir ao ginásio ou, simplesmente, para chegar mais cedo em casa e pôr as filhas para dormir.
A sua comunicação com a equipa de enfermagem melhorou, a sua relação com os residentes é mais fluida e, o mais importante, a ansiedade pós-plantão desapareceu.
"O Buxo não é uma cura para o burnout. Mas ele me deu as ferramentas para lutar contra ele. Ele me devolveu a sensação de controle e, honestamente, me devolveu um pedaço da minha vida," conclui a Dra. Ana.
