Telefone sem Fio na Medicina: Como evitar erros graves na passagem de plantão

São 19h00. Você está há 12 horas no hospital. A sua cabeça está a latejar, a fome bateu e só quer ir para casa.

Do outro lado, chega o colega do plantão noturno, com um café na mão, pronto para assumir.

Nesse momento de cansaço mútuo, acontece o ritual mais perigoso da medicina: a passagem de plantão.

É aqui que a informação crítica se perde. O "pedir cultura se tiver febre" transforma-se em "só observar". O antibiótico que deveria ser suspenso continua a ser administrado.

Estudos mostram que a comunicação ineficaz na troca de turnos é responsável por uma parcela significativa dos eventos adversos graves em hospitais. Estamos a falar de erros que podem custar vidas.

Se você ainda passa o plantão confiando apenas na sua memória cansada e em papéis rabiscados, você está a brincar de "telefone sem fio" com a saúde dos seus pacientes.

O Perigo do "Eu te falei, você não ouviu"

O problema da passagem de plantão verbal é que ela é volátil. Depende de quem fala (está cansado? com pressa?) e de quem ouve (está prestando atenção? anotou tudo?).

Os principais erros nascem de: Letra ilegível na folha de evolução, esquecimento de pendências cruciais (ex: um resultado de laboratório crítico que saiu às 18h30) ou falta de padronização (cada um passa o caso de um jeito).

O resultado é um plantão noturno "cego", que passa a noite a "apagar incêndios" que poderiam ter sido prevenidos se a informação tivesse chegado corretamente.

A Solução: A "Verdade Única" Digital

Para acabar com o telefone sem fio, é preciso eliminar o intermediário. A informação não pode depender da sua voz para chegar ao próximo médico.

A informação precisa residir num local neutro, acessível e atualizado em tempo real. É aqui que uma ferramenta como o Buxo se torna indispensável.

Quando a sua equipe usa o Buxo, a passagem de plantão muda radicalmente:

1. Antes de Sair (O Diurno)

Em vez de tentar lembrar de tudo na última hora, você passou o dia a alimentar o sistema. Quando dá 19h, você não precisa "criar" a lista. A lista já está pronta, com as evoluções do dia e, mais importante, as pendências marcadas.

2. A Passagem (O Ritual)

A conversa verbal ainda existe, mas ela agora é guiada pela tela do aplicativo. Vocês olham para a mesma "verdade".

  • "Ó, Seu José do 304 tá estável, mas deixei marcado aqui no Buxo para checar a troponina das 22h. Se vier alta, me avisa."

3. Depois de Assumir (O Noturno)

O colega que entra não precisa decifrar a sua letra. Ele abre o próprio celular e tem a visão exata do que precisa ser feito. O plantão dele já começa organizado.

Conclusão: Durma tranquilo, sabendo que passou o bastão corretamente

A passagem de plantão não é apenas sobre ir embora. É sobre garantir a continuidade do cuidado.

Usar o Buxo para gerir esta transição é um ato de responsabilidade profissional. É a garantia de que o paciente não vai sofrer porque o médico estava cansado.

Pare de confiar na sorte. Padronize a sua passagem de plantão e garanta que a informação salva vidas, em vez de as colocar em risco.